quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sítio bonita (Itapetim – PE)

No sábado dia 14/08/10 montamos como de costume mais um roteiro para o fim de semana, desta vez fomos ao sítio bonita (que faz jus ao nome), visitamos a propriedade de um grande conhecido dos Itapetinenses, o senhor conhecido como “Jura” que é um dos mais experientes dentistas de nossa cidade, ele tem várias outras ocupações, como: Meliponicultor, agricultor e amante da natureza, nesta data ainda nos servindo como guia. Ingredientes perfeitos para caminhar com o nosso grupo que nesta aventura foi composto por: Cassio - Biólogo (Que vos fala), Rodrigo - Físico, Adriano - Químico e Marcelo - Matemático, todos professores da escola Teresa Torres (Rede estadual de Pernambuco).
Bem na verdade nesta aventura tivemos uma verdadeira galeria de fotos tive muita dificuldade de escolher quais iriam compor este post, mas enfim, escolhi se desejar visualizar mais algumas visite:

http://picasaweb.google.com/113834598203330304408?authkey=Gv1sRgCK7wwpuqjfPYDA

Nestas Primeiras fotos temos a barriguda(Chorisia glaziovii) que na ocasião exibia suas lindas flores, esta árvore apresenta flores que necessitam de agente polinizadores por este motivo produz grande quantidade de néctar (líquido adocicado) que atraí vários agentes polinizadores, na segunda foto tive a paciência e sorte de conseguir fotografar um beija-flor desenvolvendo esta atividade. A polinização desenvolvida por pássaros é chamada de polinização ornitófila






Bem a flor que temos a seguir, sinceramente não conheço nem por nome vulgar nem científico, mas na verdade não é uma flor em si e sim uma inflorescência, independente disso é uma linda estrutura e não podia ficar de fora desta postagem.




Durante nossa caminhada encontramos diversas cupiras, do Tupi kupi'ira significa "abelha do cupim" estas abelhas são nativas e sem ferrão de nome científico Partamona cupira (Smith, 1863), em determinado ponto para repormos as forças resolvemos saborear o nutritivo pólen (Saburá) e mel destas abelhas maravilhosas. Neste caso me sinto na obrigação de fazer um apelo, pois muitas pessoas ao retirarem o mel destas abelhas acabam por destruir seu ninho indiscriminadamente, deve-se fazer o processo de retirada do mel deixando o ambiente (cupim) vedado de tal forma que as abelhas possam continuar a usá-lo como moradia.

Jura abrindo o cupim para chegar até o ninho da cupira


Mel e pólen da cupira

Adriano vedando o cupim para que as abelhas possam continuar morando no mesmo recinto


Nesta região encontramos grande quantidade de enormes árvores em muitos casos ameaçadas de extinção como é o caso da barriguda, do cedro, da baraúna, entre outras algumas destas encontram-se ilustradas abaixo:

Em minhas andanças particularmente nunca tinha encontrado catingueiras (Caesalpinia pyramidalis) tão grandes e retas, esta árvore normalmente apresenta galhos retorcidos e sinuosos, mas por conta da associação do fototropismo e da disputa de luz imposta neste ambiente elas são forçadas a crescer desta forma.



Baraúna (Schinopsis brasiliensis)


Barriguda (Chorisia glaziovii)




Umburana-de-Cheiro ou Cumaru (Amburana cearensis)


Cedro (Cedrela fiáilis)



Esta linda ave encontra-se ameaçada de extinção na nossa região graças a caça descontrolada, está é a Rolinha caldo de feijão ou rolinha vermelha (Columbina talpacoti), bela ave!





Já ao fim da nossa caminhada tivemos o prazer de encontrar um ninho de beija-flor com este “pré-adolescente”. Este beija-flor a exemplo de grande parte das espécies que habitam nosso sertão constroem seus ninhos sobre a urtiga que como comentada em outro post possui efeitos cáusticos, esta medida dá uma maior proteção, pois qual predador ousaria escalar uma urtiga?


PS: Agradeço a colaboração de Jura por ter aberto as porteiras da sua propriedade para esta manhã magnífica!

Por enquanto é isso e até mais ver compadres e comadres!!!